terça-feira, 14 de agosto de 2012

MPF ajuíza ação de improbidade administrativa contra Efraim Morais

 E agora 'doutor'?!


O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra o ex-senador Efraim Morais por ele ter deslocado irregularmente funcionários de um programa do Senado para trabalharem para ele, que à época, era o primeiro-secretário da Casa.

O MPF pede a indisponibilidade dos bens de Efraim e ressarcimento do prejuízo causado ao erário, estimado em pelo menos R$ 750 mil, em valores da época. Caso seja condenado, o ex-senador também pode ter suspensos seus direitos políticos, ficar impedido de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais e creditícios e, ainda, pagar multa.

As irregularidades foram praticadas por Efraim Morais entre 2005 e 2008. Ele deslocou servidores nomeados para trabalhar no Interlegis, um programa de modernização do Senado, para o assessorarem. Alguns atuavam em seu escritório político, em João Pessoa, na Paraíba. 

Em declaração prestada ao Ministério Público, Efraim afirmou que um dos funcionários que trabalhava na Paraíba apenas utilizava a infraestrutura de seu gabinete e que trabalhava para o Interlegis. No entanto, a direção do Senado admitiu que os cargos para o programa só poderiam ser lotados em Brasília.

Saiba mais

CLIQUE AQUI para conferir matéria do Congresso Em Foco mostrando que Efraim ibeneficiou o seu primo e advogado Glauco Morais no chamado Censo do Legislativo (Interlegis).

VEJA AQUI ainda que Efraim Morais foi acusado pela grande mídia nacional de ter premiado o  primo Glauco Morais com um contrato de R$ 120 mil reais para digulgar o banner do senado numa página de um portal paraibano. Há época -  quando a Folha de São Paulo denunciou tal escândalo - o então senador da república disse desconhecer o parente! 

LEIA AQUI que o Tribunal de Contas da União - TCU já está investigando o Interlegis, desde 2010. 

Em tempo

Na época deste escãndalo descobriu-se que Fabiano Xavier da Nóbrega, exonerado por Efraim após a publicação da reportagem, era o chefe do setor de pessoal da prefeitura municipal de São Mamede. Desde então o MPF nvestiga a situação de Fabiano, que recebia do Interlegis ao mesmo tempo em que tinha vencimentos pagos pela prefeitura de São Mamede-PB.


* Blog SÃO MAMEDE NET com Congresso Em Foco e Yvna Sousa, do Valor.

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