quinta-feira, 22 de março de 2012

O “jornalismo” de emboscada do CQC

Não acredito em jornalismo imparcial. Todo mundo tem lado. Por ação ou omissão. Há quem diga não ter lado, sobretudo nossa “mui digna” grande imprensa. Mas todo mundo tem lado, sim. Apenas alguns se escondem atrás dos muros - sem falar nos que ficam em cima - e afirmam não ter.

Até onde vai a liberdade de informar? A liberdade de expressão tem limites? Se sim, quais?

Nenhum direito é absoluto. Mesmo o capitalismo, que tem na propriedade privada sua pilastra- mãe de sustentação, não tem a propriedade privada como um direito absoluto. Por que então a liberdade de expressão não pode ou não deve ser regulamentada? Pode, sim. Óbvio que sem a miragem totalitária de querer legislar sobre conteúdo.

A imprensa não pode ser o cálice sagrado de Indiana Jones que quem toca morre, é amaldiçoado ou se arrebenta todo. Nada se discute sobre ela sem que venha uma chuva de articulistas do latifúndio midiático falar em atentado à liberdade de imprensa. Aliás, o mesmo latifúndio que aplaudiu o golpe que censurou jornais, revistas e TVs.

Pode o CQC enfiar goela abaixo um microfone na cara de um parlamentar /cidadão e obrigá-lo a conceder uma entrevista? Claro que não. É prerrogativa do cidadão/parlamentar conceder ou não uma entrevista. Cabendo a ele o ônus ou o bônus de querer falar ou não com a imprensa.

Este “jornalismo” de emboscada nos corredores do Congresso Nacional não pode criar a “entrevista compulsória”, uma modalidade totalitária travestida de jornalismo. É “custe o que custar”, é vale tudo em forma de emboscadas nos corredores do congresso?  Custa perguntar ao parlamentar ou ao cidadão se deseja ou não conceder uma entrevista? Ou o CQC entende que o parlamentar/cidadão é obrigado a conceder uma entrevista?

Tratar o Congresso como uma Casa de Tolerância, ao contrário do que muita gente pensa, não é uma atitude politizada. Jogar todos os congressistas na vala comum, demonizando a política, é um viés retrógado e conservador de nossa mídia. Quebrar ou fragilizar nossas instituições não é um bom negócio pra ninguém. O congresso é uma amostra da sociedade. E como tal, tem gente boa e gente ruim. Tem gente que trabalha e gente vagabunda. Gente honesta e gente corrupta, entre outros atributos. Assim como todos os setores da sociedade, inclusive nossa “mui digna” grande imprensa.

A atitude do Deputado Luiz Couto (PT-PB) em arrancar o microfone do “emboscante” do CQC foi no máximo em desabafo de quem acha que tem o direto de conceder ou não uma entrevista. Talvez tenha faltado molejo ao deputado pra deixar o repórter falando sozinho e se ocupar de seu trabalho. Coisa que o deputado faz e muito ciosamente. É o primeiro a chegar e o último a sair.

Em tempo: Trabalhei 5 anos em Brasília no Gabinete do Deputado Luiz Couto( PT-PB). Nunca vi alguém tão disciplinado e obcecado para o trabalho. Chega cedo e sempre é o último a sair. Esta virtude ninguém arranca dele.

* Por Nilton José Dantas Wanderley, Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Paraíba, é filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1982 e atualmente exerce o cargo de Secretário de Educação do Município de Maturéia-PB.

3 comentários:

Gato Rajado disse...

Ué!!!!!!!! Como vc muda de ideia; você dava gargalhadas, publicava vídeos e o diabo a quatro quanto o CQC pegava Efrarruim numa emboscada.
Cada vez mais eu passo a conhecer o seu caráter(péssimo), pois, personalidade, vossa senhoria não tem nenhuma.

Anônimo disse...

Concordo com a análise de José Nilton, tem de haver respeito aos Deputados, pois os mesmos não estão ali para serem achincalhados por ninguém e esse pessoal do CQC vão pra lá para debochar do Congresso Nacional e dos politicos de forma geral.

Anônimo disse...

QUANDO ERA EFRAIM MORAIS VC, ROBSON ACHAVA BOM,SE LENBRA???