quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

EXCLUSIVO: Menor município do Vale do Sabugi tem o maior PIB per capita da região; Confira

São Mamede tem o segundo pior


Já o município de Santa Luzia é o detentor do 2º maior PIB per capita da região



O Produto Interno Bruto (PIB) 2009 dos 223 municípios paraibanos foi divulgado na manhã de ontem, quarta-feira (14), pelo Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em coletiva à imprensa na sede do Ideme, em João Pessoa. Os cinco maiores PIB continuaram com João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Santa Rita e Patos. Já o maior PIB per capita permanece com Cabedelo desde 2003.

O PIB dos municípios é calculado sob metodologia uniforme em todo o país. É um importante indicador, que serve tanto como ferramenta para o planejamento de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento municipal quanto para estudos e análises por parte de pesquisadores e/ou órgãos da sociedade civil organizada.

Vale do Sabugi

Na terra comandada pelo Clã Bento de Morais há mais de duas décadas, o pequenino município de Várzea - com R$ 5.185,51 - é o que apresenta o maior PIB per capita da região. Logo atrás vem o município de Santa Luzia, com um PIB per capita de R$ 4.680,07 reais. 

Na contramão, entre os mais pobres, vergonhosamente aparece os municípios de Junco do Seridó (R$ 3.840,12) e São Mamede -com uma renda per capita de R$ 4.360,20 reais, apenas.

As informações foram obtidas junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.

João Pessoa

Em 2009, João Pessoa continuou sendo o centro dinâmico da economia paraibana, tendo um incremento de 12,8% no valor de seu PIB (passou de R$ 7,658 bilhões, em 2008, para R$ 8,638 bilhões, em 2009), em decorrência do crescimento no Valor Adicionado e nos tributos relacionados ao processo produtivo. Isso contribuiu para que sua participação no PIB estadual passasse de 29,80%, em 2008, para 30,12%, em 2009.
   
As atividades econômicas que tiveram maior relevância para o crescimento nominal do PIB estão no setor secundário, mais especificamente, nos ramos de alimentos, bebidas, têxtil e calçados da indústria de transformação. O setor de serviços continuou a ter o maior peso da economia da Capital paraibana, em 2009.

Campina Grande 

É o segundo maior centro econômico do Estado, caracterizando-se como entreposto distribuidor para diversas cidades da Paraíba e do Nordeste. As atividades econômicas mais importantes no município são o comércio, a indústria de transformação, a administração pública e a educação de nível superior, tanto pública (o município sedia duas universidades, sendo uma estadual e outra federal) quanto privada. Possui também dois importantes polos tecnológicos, nas áreas de couro e calçados e de tecnologia da informação.
   
O valor do PIB municipal passou de R$ 3,458 bilhões, em 2008, para R$ 3,894 bilhões, em 2009, um crescimento nominal de 12,6%. Com isso, a participação de Campina Grande no PIB paraibano ficou relativamente estável no período (passou de 13,5%, em 2008, para 13,6%, em 2009).     A atividade que mais contribuiu para que a economia campinense registrasse um resultado positivo foi o comércio, com crescimento de 1,1%  – a participação no valor do comércio estadual passou de 12,6%, em 2008, para 13,4%, em 2009.
   
Cabedelo

Terceira maior economia municipal, cuja dinâmica assenta-se principalmente no comércio, nas atividades imobiliárias e na indústria de transformação. Ressalte-se a existência de ramos da indústria que estão ligados às importações paraibanas, destinadas ao beneficiamento e à distribuição em seu território e no Nordeste, como as unidades de combustíveis, petróleo e cooke, bem como de trigo. Também são consideradas as atividades de alojamento e alimentação, ligadas à cadeia produtiva do turismo, e as relativas aos serviços de movimentação de cargas do Porto, o maior existente no Estado. A pesquisa constatou crescimento de 6,8% no PIB desse município, que passou de R$ 2,185 bilhões, em 2008, para R$ 2,333 bilhões, em 2009.
   
Santa Rita

Quarta maior economia municipal do Estado, a cidade possui base produtiva na agropecuária e na indústria. Na agropecuária, destaca-se a produção de abacaxi, cana-de-açúcar, mamão e mandioca. A bovinocultura também é expressiva nesse município. No setor secundário, destaca-se a indústria de transformação, mais especificamente os ramos de calçados, fabricação de velas, estofados, minerais não-metálicos (cerâmicas e tijolos), pré-moldados, bem como a indústria sucroalcooleira (açúcar, rapadura e álcool). Este município tem a maior incidência de fontes de água mineral do Estado e, por isso mesmo, possui várias indústrias nesse segmento. O valor do PIB de Santa Rita passou de R$ 0,979 bilhão, em 2008, para R$ 1,139 bilhões, em 2009, um incremento nominal de 16,3%, que fez com que sua participação no PIB estadual passasse de 3,8% para 4%.
   
Pato
s

Quinta economia municipal do Estado da Paraíba, com dinâmica econômica no comércio, na indústria e no setor primário. No comércio, é um importante pólo distribuidor de bens e serviços para ouost municípios do Sertão paraibano e dos Estados de Pernambuco e Rio grande do Norte. Na indústria de transformação, destacam-se os ramos de calçados, óleos vegetais e beneficiamento de cereais. No setor primário, destacam-se a pecuária (criação de bovinos e caprinos) e a agricultura (produção de milho, feijão e algodão), em anos de bom inverno. O valor do PIB de Patos passou de R$ 543,033 milhões, em 2008, para R$ 615,181 milhões, em 2009, um incremento nominal de 13,3%.
   
Cinco menores PIB

No grupo dos municípios com os menores valores do PIB em 2009, temos Quixabá (R$ 8.295), Areia de Baraúnas (R$ 8.849), São José do Brejo do Cruz (R$ 8.949), Amparo (R$ 9.380) e Coxixola (R$ 9.451).  A variação nominal de 11,8% no valor do PIB paraibano entre 2008 e 2009 (passou de R$ 25,697 bilhões para R$ 28,719), ocorreu de forma diferenciada entre os seus municípios, havendo casos de elevações positivas bem superiores à média estadual e, no extremo oposto, variações negativas de valores.

Variações
 

Os estudos do IBGE e do Ideme também mostram as cinco maiores variações positivas e negativas nos valores do PIB dos municípios da Paraíba, entre 2008 e 2009. Encabeçando o grupo das maiores variações positivas, temos o município de Pedras de Fogo, cujo PIB cresceu 31,8%. Curral de Cima foi o município que teve a segunda maior variação nominal positiva (31%), seguido de Juripiranga (27,4%), Soledade (23,6%) e Cuité de Mamanguape (22,8%).
   
No grupo dos municípios com as maiores variações negativas, temos, em ordem crescente: Matinhas, Casserengue, Boa Vista, Santa Inês e Algodão de Jandaíra.

Maior PIB per capita

O maior PIB per capita está em Cabedelo, seguido por Caaporã, Conde, Alhandra e João Pessoa. O principal destaque ficou por conta de Cabedelo, que detém a primeira posição estadual desde 2003, tendo um expressivo crescimento a partir de 2005, de forma a consolidar essa posição a partir daí. Entre 2008 e 2009, o valor do PIB per capita desse município passou de R$ 42.775 para R$ 44.979, um crescimento nominal de 5,2%.

Menor PIB per capita

No grupo dos cinco municípios que registraram os menores valores do PIB per capita, temos: Vieirópolis (R$ 3.412), Cacimbas (R$ 3.381), Imaculada (R$ 3.317), Manaíra (R$ 3.307) e Seridó (R$ 3.233).
  
PIB por setor econômico 

Em 2009, os maiores valores de PIB encontrados no setor primário da economia paraibana (agropecuária, caça, pesca etc.), foram encontrados em Pedras de Fogo, Santa Rita, Itapororoca, Alagoa Nova e Araçagi. Por outro lado, as cidades de João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Cabedelo e Caaporã representaram os cinco maiores PIB em relação ao setor secundário, especificamente na indústria de transformação. No setor de serviços, os cinco maiores valores do PIB, em 2009, foram localizados em João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Santa Rita e Patos.


* Blog do Robson Medeiros com ParlamentoPB!

7 comentários:

Anônimo disse...

Pois é, São Mamede NÃO está entre os cinco menores PIB's da Paraíba, conforme o blogueiro afirmou... de onde se conclui que, proporcionalmente, São Mamede é um dos Municípios que mais cresce e se desenvolve no Estado! Só não entendi a crítica no final... você acha que um PIB com renda média "per capta" de R$ 4.360,20 é vergonhoso? Meu colega, tudo bem que São Mamede cresceu, mas, você não reparou que é uma cidade pequena não? Você tem que analisar esse tipo de equação matemática, embora fundamentada em pesquisa de campo, de maneira proporcional e relativa... vai querer comparar o PIB das cidades do Vale do Sabugi com o de cidades grandes do Estado? Outra coisa, você já reparou onde fica Santa Rita, por exemplo, apesar de ser uma cidade pequena? Na região metropolitana da capital, sabia não? É cidade marítima, perto do porto... é CLARO que tem um PIB maior que o de São Mamede! Você já reparou no tamanho de Patos pra São Mamede? Meu querido, Patos é maior fisicamente e, portanto, tem mais habitantes, consequentemente, tem mais trabalhadores, o que gera um PIB maior... não embaralhe a cabeça das pessoas, colocando esse tipo de post, dando a entender que São Mamede é um Município estagnado, porque não é verdade! E você sabe disso! PRA FRENTE SÃO MAMEDE!!! EM TIME QUE ESTÁ GANHANDO, NÃO SE MEXE!!

Anônimo disse...

Anônimo, você está é perdido ou não tomou o remédio completo pela manhã. O blog está falando de PIB per capita. Parece que você não conhece esta expressão latina. É claro que a média de São Mamede é vergonhosa. Basta comparar com a média de Cabedelo (44.979), que já é uma vergonha comparado com outros municípios do país. O PIB per capita de São Mamede dá uma média de 363,00 reais por mês para uma pessoa viver. Imagine: pagar água, energia, gás, remédio, aluguel, alimentação, etc. com este dinheiro.

Anônimo disse...

Não senhor... a interpretação está condizente com o que o blogueiro escreveu. No mais, a Paraíba é um dos Estados mais pobres do país, e do Nordeste, não queira comparar o PIB de uma cidade do interior da Paraíba com a de uma cidade do Estado de São Paulo, por exemplo, que está entre os mais ricos do Brasil. Ou o de uma cidade localizada no Sertão (São Mamede), com uma cidade localizada em uma zona portuária (Cabedelo), a qual faz parte da região metropolitana de João Pessoa - Capital da Paraíba. Eu estava falando sobre "PIB PER CAPTA", assunto do post, e não, "RENDA PER CAPTA". Você é que NÃO sabe a diferença entre "renda per capta" e "PIB per capta". O PIB refere-se à produção econômica (industrial, agrícola, textil...) do Estado/Cidade, está vinculado à geração de emprego e renda... enfim, à produção! Já a renda "per capta" (por cabeça) é o que cada trabalhador, considerado individualmente, ganha (na média)... é diferente do PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO)... parece que você não estudou geografia, anônimo do segundo comentário; esse tipo de coisa se aprende na escola (primário/ensino médio)... tá mal, hein? Francamente... e ainda critica quem tem razão... hehehehehehehe! Espero que você não seja candidato a algum cargo no ano que vem nas eleições de São Mamede, senão, tenho pena dos cidadãos sãomamedenses caso você se eleja! Hehehehehehehe...

Anônimo disse...

Não senhor... a interpretação está condizente com o que o blogueiro escreveu. No mais, a Paraíba é um dos Estados mais pobres do país, e do Nordeste, não queira comparar o PIB de uma cidade do interior da Paraíba com a de uma cidade do Estado de São Paulo, por exemplo, que está entre os mais ricos do Brasil. Ou o de uma cidade localizada no Sertão (São Mamede), com uma cidade localizada em uma zona portuária (Cabedelo), a qual faz parte da região metropolitana de João Pessoa - Capital da Paraíba. Eu estava falando sobre "PIB PER CAPTA", assunto do post, e não, "RENDA PER CAPTA". Você é que NÃO sabe a diferença entre "renda per capta" e "PIB per capta". O PIB refere-se à produção econômica (industrial, agrícola, textil...) do Estado/Cidade, está vinculado à geração de emprego e renda... enfim, à produção! Já a renda "per capta" (por cabeça) é o que cada trabalhador, considerado individualmente, ganha (na média)... é diferente do PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO)... parece que você não estudou geografia, anônimo do segundo comentário; esse tipo de coisa se aprende na escola (primário/ensino médio)... tá mal, hein? Francamente... e ainda critica quem tem razão... hehehehehehehe! Espero que você não seja candidato a algum cargo no ano que vem nas eleições de São Mamede, senão, tenho pena dos cidadãos sãomamedenses caso você se eleja! Hehehehehehehe...

Carlos Silva disse...

Duro é aguentar a lógica do primeiro comentário: "São Mamede não está entre os cinco menores PIBs da Paraíba; logo, o município está entre os que mais crescem no Estado". Tem gente querendo embaralhar a cabeça dos menos atentos. A lógica aristotélica passou a léguas de distância. Com a grande depressão econômica pós-algodão, São Mamede teve uma queda vertiginosa no PIB. E depois disso, especialmente com estas últimas administrações, o município nunca conseguiu se refazer. Está estagnado há décadas; o crescimento é pífio. Dizer o contrário é querer enganar a boa fé da população.

Anônimo disse...

Alto lá... a crise econômica do algodão afetou todo o Nordeste, e não só São Mamede! Argumento falho, o seu... pra quem cita o nome de Aristóteles, a sua retórica deixa muito a desejar! No mais, você é absurdamente contraditório... ao dizer que São Mamede obteve um crescimento "pífio", você concorda que São Mamede cresceu e cresce! Agora eu repito o que você disse, só que sabendo o que estou escrevendo, diferente de você: "A lógica aristotélica passou a léguas de distância" do que você ACHA que escreveu! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... E, fazendo uso da sátira socrática, amigo, eu digo: pífia mesmo é a forma como você raciocina! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... e agora, plagiando o que eu já vi algumas pessoas escreverem aqui, eu só tenho uma coisa a mais a dizer: MIAU!!!!

Francisco Oliveira disse...

Eh, anônimo, esta sua paixão pelo esquema o anestesia. O último PIB per capita de São Mamede é menor do que os seguintes municípios (mais ou menos do mesmo tamanho e das regiões das Espinharas e Sabugi): São José do Sabugi, Catingueira, Assunção, Santa Teresinha, Emas, Condado, Várzea, São José de Espinharas, São João do Sabugi, Passagem, Ipueira e Quixaba. De fato, São Mamede parou no tempo. Estou com Carlos Silva. Acho que ele tem razão. Só mudando a administração para São Mamede voltar a crescer. Fui!